Leu coisas que não queria ler e viu coisas que não deveria ver. Já acostumada com as lágrimas se surpreendeu consigo mesma por pela primeira vez não ter seus olhos marejados. Mas a angústa? Ah, a angústia era inevitável; sensação que começava com borboletas triturando seu estômago e aos poucos ia consumindo todo o resto. Da mesma forma que fogo consome o álcool, a sensação de impotência a consumia. Era uma dor corrosiva, sabe? De não ter sido boa o bastante, de ter sido pouco, pequena…Porque num sorriso ele a levava ao céu enquanto o melhor que ela podia fazer nem o fazia se sentir mais leve. Ele nunca a amou de verdade, nunca se apaixonou verdadeiramente, pra ele foi como um amor de verão em que os dois passam as férias se apaixonando mas na volta pra casa mal se lembram do nome um do outro, enquanto pra ela? Bom, ela o pertencia desde o primeiro contato.